terça-feira, 9 de julho de 2013


O impacto do Sincronismo das Equipes nos resultados da Organização

Há uma questão que permeia o ambiente empresarial todos os dias: Como melhorar a entrega ao cliente e consequentemente os resultados da organização? Há várias possibilidades de respostas a esta questão, pois são muitos os fatores que influenciam nos resultados, mas um dos caminhos que toda organização precisa percorrer é a melhoria na sua Cadeia de Clientes e Fornecedores Internos.

Sem dúvida a base para este trabalho são as pessoas, pois envolve em todos os momentos a questão do relacionamento entre pares, líder e liderado, entre cliente e fornecedor interno, que impacta no sincronismo das equipes. A relação nesta cadeia tende a melhorar quando o relacionamento entre as pessoas melhoram. O relacionamento entre as pessoas melhoram, quando cada um se dispõe a rever seus comportamentos e métodos de trabalho, olhar para dentro de si e promover mudanças que tragam melhores resultados a todos. A verdadeira mudança só realmente acontece de dentro pra fora, por mais estímulos que vierem de fora, a consciência da necessidade de mudar precisa vir da própria pessoa. Por isso, para iniciar um processo de melhoria no sincronismo das equipes e consequentemente na cadeia de clientes e fornecedores internos, as pessoas envolvidas devem estar genuinamente interessadas em fazer diferente.

Promover melhorias na Cadeia de Cliente e Fornecedor interno parte da premissa que o primeiro trabalho a ser melhorado deve ser o seu. Se cada um fizer sua parte em prol do todo, os problemas se resolvem mais depressa. Se, além disso, eu me dispuser a ajudar o outro e a equipe, a força deste trabalho é capaz de transpor obstáculos e alcançar realizações que seriam impossíveis de ser conseguidos por uma só pessoa.

A expressão “Construa pontes e não barreiras” já é conhecida, e cabe perfeitamente ao assunto que estamos abordando. Clima de competição, comportamentos de ataque e defesa, prejudicam o trabalho em equipe e os resultados da organização. Quando criamos barreiras no relacionamento com outras pessoas, tornamos o trabalho penoso, demorado, estressante, parece que um simples pedido é impossível de ser atendido de imediato. Frases como: “Me mande um e-mail que depois eu vejo.”, “Agora eu não posso, estou fazendo um trabalho para o chefe.”, “Tenho outras prioridades na frente, quando puder lhe respondo.”, etc., são comuns no dia a dia da organização, resultando na demora na resolução do assunto, afetando toda a cadeia, inclusive a entrega para o cliente.

A partir do momento que se estabelecem relações voltadas a criar “Pontes”, o que vimos são pessoas e equipes trabalhando em prol do mesmo objetivo, procurando atender a necessidade do outro, visando à geração de resultado para a organização e para o cliente.

Uma das formas de criar “Pontes” é a tal famosa “Empatia”. Relacionar-se com o outro é uma questão de atitude e comportamento voltados a isto, de prazer em servir, é colocar-se no lugar do outro e tratá-lo como gostaria de ser tratado, dar retornos que supram a necessidade do outro. “De que forma é importante ele receber a informação?” “Como o meu trabalho afeta o do outro?”.

Cada setor trabalha como uma engrenagem de máquina, todas devem estar em pleno funcionamento, se uma estraga, afeta o rendimento das demais. Desde a visita ao cliente, emissão do pedido, entrada deste na fábrica e todos os demais processos até o recebimento do pedido pelo cliente, precisa acontecer de forma sincronizada, neste caso, a integração entre os setores é primordial e pode ser a responsável pelo fortalecimento ou enfraquecimento da empresa.

Há alguns entraves importantes que resultam em armadilhas para as equipes, por exemplo: as pessoas deixam de fazer o bom por querer fazer o ótimo e com isso temos uma série de processos parados, esperando por análises minuciosas, cálculos, estudos de viabilidade ou simplesmente de uma leitura e uma assinatura. Quantas vezes é feita uma primeira análise e já é solicitada alteração, por vezes sem ter dado a devida atenção ao assunto? “Ah, mas o trabalho não está completo!” Aqui cabe ao líder a responsabilidade em mostrar a seus liderados de que forma gostaria de receber as propostas para análise. Você já pensou o quanto os líderes se tornam empecilhos para os colaboradores, dificultando a geração de resultados?

O contrário também é verdadeiro. Quantas empresas, lojas, ou qualquer outro negócio perde a oportunidade de crescer porque vive num momento onde tudo está indo bem, são boas vendedoras, pagadoras, o negócio está rentável. Deixam de se tornar excelentes porque se consideram boas. O mesmo vale aos profissionais, que deixam de buscar conhecimento por entender que já sabem o suficiente. Este é um perigo tanto para empresas quanto para as pessoas, deixar acomodar-se pelo bom momento que estão vivendo.

E por fim, mas não menos importante, outra questão a ser observada na organização e que influencia diretamente e estrategicamente na Cadeia de Clientes e Fornecedores internos é a boa e velha Comunicação.

Assegurar que a comunicação aconteça corretamente, de forma assertiva deve ser uma das preocupações dos líderes e um investimento a ser feito pela empresa.

Vários problemas podem ser sanados e prevenidos se a empresa possuir canais adequados de comunicação entre suas equipes e o comprometimento de todos para que se faça acontecer com transparência e objetividade toda e qualquer comunicação interna e externa.

No sincronismo das equipes deve haver espaço, por exemplo, para o Feedback, ferramenta usada mais tradicionalmente entre líder e liderado, mas que se encaixa perfeitamente neste caso, no qual as equipes podem sinalizar umas às outras como está recebendo o trabalho e como necessitava que fosse, isto, mais um plano de ação focando melhorias, torna-se um caminho eficaz para a melhoria na Cadeia de Clientes e Fornecedores internos.

Diante do exposto, percebemos que há vários desafios para as organizações, mas que são possíveis de serem realizados quando se sabe quais são os resultados reais que se almeja alcançar, ou seja, foco da alta direção neste momento é essencial, já que no mercado há uma série de metodologias voltadas à melhoria no sincronismo das equipes, sendo então necessário identificar qual é a melhor que se encaixa na cultura organizacional e o atual momento da empresa.

Cabe salientar que para o sucesso de qualquer metodologia, a sua implantação deve iniciar na alta direção e seguir até o pessoal da base, todos na organização devem ser preparados previamente para as mudanças que ocorrerão, a fim de minimizar os impactos na gestão e nos processos internos. Tais mudanças sofrem ainda influência da cultura organizacional, que tende a ser restritiva a qualquer processo de mudança, por isso torna-se imprescindível que o processo de mudança inicie com o Presidente, pois ele é o principal formador da cultura da empresa.

Quando se começa a colher os frutos do processo, com a melhoria no sincronismo da equipe e na Cadeia de cliente e fornecedores internos, os novos comportamentos começam a fazer parte do cotidiano e consequentemente uma nova cultura organizacional se instala.

Jaqueline Iatzac Reiter
Coach & Coordenadora de Desenvolvimento Organizacional em empresa privada, atua há mais de 16 anos na área de Recursos Humanos. Graduada em Letras e Pós Graduada em Língua Inglesa pela FURB - Universidade Regional de Blumenau/SC. MBA em Recursos Humanos – INPG/SC. Possui Formação, Profissionalização e Certificação Internacional em Coaching, Mentoring, Counseling & Holomentoring pelo Instituto Holos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário